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O que você precisa saber sobre a gripe com dor nos olhos

Redação Saúde

Quando o inverno se aproxima ou ocorrem mudanças bruscas de temperatura, é comum lidarmos com infecções virais que afetam todo o nosso corpo, sendo a gripe uma das mais prevalentes. 

Embora a maioria das pessoas associe essa condição apenas a tosse, febre e congestão nasal, um sintoma frequentemente relatado e que gera bastante incômodo é o desconforto na região ocular. 

Entender como o vírus age no organismo e por que ele afeta a nossa visão é fundamental para buscar o tratamento adequado e evitar preocupações desnecessárias durante o período de recuperação.

A relação entre a infecção viral e a visão

Durante um quadro gripal, o corpo humano passa por um intenso processo inflamatório para combater o vírus invasor. 

Essa inflamação sistêmica pode facilmente atingir as membranas mucosas do nosso corpo, incluindo a conjuntiva, que é a fina camada que reveste a parte branca dos nossos olhos. 

O inchaço dos seios da face, muito comum quando estamos congestionados, também gera uma pressão mecânica significativa que irradia para a região ao redor das órbitas oculares, causando uma dor latejante e persistente que piora ao movimentar a vista.

Sinais de alerta durante o quadro

Além da dor característica, a irritação ocular associada à gripe pode vir acompanhada de vermelhidão, lacrimejamento excessivo e sensibilidade à luz, conhecida como fotofobia. 

É importante observar se o incômodo está relacionado apenas ao estado febril e inflamatório da gripe ou se existem secreções espessas, o que poderia indicar uma conjuntivite bacteriana secundária. 

Repousar em ambientes com pouca iluminação costuma ser uma das formas mais eficazes de reduzir o cansaço visual enquanto o sistema imunológico trabalha para eliminar o agente causador da doença.

Diferenciando os tipos de incômodo

Nem todo desconforto oftalmológico que ocorre durante a vida está relacionado a viroses ou infecções sistêmicas. 

Em muitos casos, os pacientes apresentam queixas específicas que dependem do seu histórico médico recente ou de outras condições de saúde. 

Por exemplo, uma pessoa pode relatar uma sensação de cisco no olho após cirurgia de catarata, o que é um efeito colateral local temporário do procedimento e não tem nenhuma relação com o vírus da influenza. 

É crucial saber separar os sintomas transitórios de uma gripe das condições estruturais ou pós-operatórias para não aplicar colírios ou medicações de forma equivocada.

Estratégias para buscar o alívio rápido

Para reduzir a pressão ocular provocada pela congestão e febre, medidas simples fazem uma grande diferença. 

A aplicação de compressas frias sobre as pálpebras ajuda a diminuir o inchaço e proporciona relaxamento da musculatura facial. 

Além disso, manter hidratação constante e utilizar umidificadores de ar no ambiente evitam o ressecamento das mucosas. 

Caso a dor persista por muitos dias após a melhora dos sintomas respiratórios, consultar um oftalmologista é a atitude mais segura.